O suspeito de matar Edvaldo Oliveira da Rosa, 26 anos, dentro de um bar no centro de Santa Maria se apresentou à polícia. Ele foi com o advogado Pedro Barcellos, na tarde de terça-feira, até a Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), onde deu a versão do crime. O investigado tem 22 anos e assumiu a autoria do homicídio. Após o depoimento, ele foi liberado.
A apresentação e o depoimento foram confirmados pela reportagem com o delegado Gabriel Zanella, titular da DPHPP e com o advogado do suspeito. Conforme Barcellos, o depoimento teria durado cerca de duas horas. O defensor nega que o crime foi praticado por ciúmes, como chegou a ser ventilado ainda no domingo.– Nós vamos fazer a defesa dentro do processo, mas o que eu posso dizer é que não teve motivação passional. Isso é descartado por total. Não teve nada envolvendo namorada ou ex-namorada. Meu cliente vinha sendo ameaçado – afirma o advogado.
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Conforme o delegado de Homicídios, Gabriel Zanella, vítima e autor teriam uma antiga desavença.– Ele (suspeito) alegou que já conhecia a vítima. Que já tinham brigado no passado e que matou porque pensava que a vítima iria matá-lo naquela ocasião. Por isso, se adiantou. A motivação, segundo ele, não seria ciúmes – relata o delegado.
Zanella afirma que a equipe da delegacia está trabalhando não só nessa investigação, mas na de todos os outros assassinatos deste ano na cidade. De janeiro até agora, Santa Maria já soma 32 homicídios.– Confiem em nosso trabalho. Neste ano, prendermos 18 adultos, apreendemos 10 adolescentes e nove armas de fogo foram apreendidas – enumera.
O CRIME
Edvaldo e o suspeito estariam no mesmo bar na Rua Serafim Valandro, mas em locais diferentes, com alguns amigos. Por volta das 20h, do dia 8 de maio, o suspeito foi até a mesa em que a vítima estava, sacou uma arma e efetuou cinco tiros.Após o crime, o suspeito fugiu do local. A Brigada Militar foi chamada, isolou o local e acionou a equipe volante da Polícia Civil para fazer o registro da ocorrência. Investigadores da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa foram ao local, deram início às investigações e ouviram testemunhas.